citação

De porrete na mão

Pode chamar de preguiça. Pode chamar de procrastinação excessiva. Pode até chamar de depressão pós-viagem. Não importa como você chame, como é possível uma pessoa ter viajado durante 10 meses, visitado 16 países, perdido as contas de quantas pessoas conheceu, e mesmo assim estar a 3 meses sem escrever uma linha se quer?

Eu poderia culpar as últimas semanas intensas da viagem, as séries que precisavam ser colocadas em dia, a saudade da minha cama, os filmes do Oscar que ainda não haviam sido assistidos, o gato recém-atropelado que precisava de atenção, a arte de transformar aquele “vamos marcar” em realmente encontrar as pessoas que eu não vejo a quase um ano, e até a árdua tarefa que é tentar arranjar um emprego de novo.

Mas, ao usar o tempo livre que eu finjo que não tenho para navegar pelo Tumblr, eis que eu me deparo com uma citação de um dos meus autores favoritos que fez com que eu enfrentasse a minha falta de vergonha na cara:

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Ou, em claro e bom português, “Você não pode esperar por inspiração. Você tem que ir atrás dela com um porrete”.

É verdade que eu não tenho muita inspiração, mas eu tenho um blog para ser atualizado. Então, de porrete imaginário na mão, lá vou eu vasculhar o celular cheio de anotações quase indecifráveis que variam de algumas palavras soltas à incontáveis frases desconexas, torcendo para que essas notinhas misteriosas se transformem em histórias que valham a pena serem contadas.

É bem provável que eu não tenha tantos episódios interessantes sobre a estrada para contar quanto o próprio Jack London, mas não me custa tentar. Antes isso que sonhar com um escritor furioso como um lobo me perseguindo com um porrete.

 

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