(Des)fazendo planos

Planos são ótimos. Eu amo fazer planos. Geralmente quando viajo, eu saio de casa com a programação de cada dia organizadinha com direito da planilha no Excel e tudo, mas nem sempre as coisas saem exatamente como planejado. Na verdade, RARAMENTE as coisas saem exatamente como o planejado quando se está viajando, mas em Kuala Lumpur eu com certeza bati o recorde de sair do roteiro planejado.

 

Tudo que podia dar errado já tinha acontecido naquele dia. Eu perdi a hora para acordar. Quando já estava pronta para sair, tive que voltar e trocar de roupa porque a recepcionista do albergue falou que de blusa sem mangas eu provavelmente seria impedida de entrar no templo para onde estava indo. Cheguei na estação com o trem partindo e tive que esperar 45 minutos pelo próximo. Finalmente chego no templo e ele está sendo restaurado, tudo em obras, e nas fotos só aparecem os andaimes. A mesma cena do trem partindo acontece para voltar e perco mais 45 minutos esperando na outra estação, só que dessa vez morrendo de fome porque não tive coragem de comer nada nas barraquinhas em volta do templo. Depois disso tudo, só consegui almoçar e voltar para o hostel para descansar.

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Tanta foto maravilhosa que eu podia ter tirado se não fossem esses andaimes malditos…

Mesmo depois de uma soneca, não estava a fim de fazer nada a noite, então bolei um novo plano: jantar um sanduíche rápido no Subway ali na esquina e voltar, tomar um banho e colocar o pijama para ver o filme que a Netflix fez questão de me mandar um email avisando que tinha entrado na programação. Que plano maravilhoso! Mas acontece que as coisas não são tão simples quando você está hospedada num albergue, rodeada de pessoas sociáveis de todos os lugares do mundo.

Quando estava saindo, um pessoal com quem eu troquei umas duas palavras no dia anterior me chamou para ir comer com eles. Como eles iam comer comida indiana (que eu nunca tinha provado), acabei decidindo ir junto. Estava ótimo o tal do butter chicken e o povo era super bacana, tão bacana que eles decidiram ir para outro lugar beber alguma coisa e, mais uma vez e mesmo não bebendo, eu resolvi acompanhar porque, na minha cabeça, eles iriam para algum barzinho continuar o papo. Corta a cena.

De repente estou eu, quase trinta anos na cara, vestindo short, camiseta e tênis de trilha, numa boate, rodeada por europeus muito animados, está tocando “Ai, se eu te pego” e a única coisa que passa pela minha cabeça é “Como cargas d’água eu vim parar aqui?!?” Sério, alguém me explica, porque já faz quase uma semana desse episódio e a sequência de eventos ainda não faz sentido pra mim.

Eu só queria ser antissocial e ver um filminho na Netflix, mas acabei socializando com meio mundo numa boate com direito a musica ruim e indianos fazendo coreografia, e chegando de volta no hotel às três da manhã. Planos, às vezes eles dão certo, às vezes não…

 

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