Podia ser comigo, mas aconteceu com outro

Não tenho vergonha nenhuma em assumir que sou uma procrastinadora de carteirinha e uma consequência direta disso é a frequência com que esse humilde blog é atualizado. Mas como o mundo não para de girar só pela minha falta de iniciativa, para lembrar de tudo, eu costumo fazer algumas anotações para usar quando bater uma inspiração de sentar e escrever.  Eis então que hoje, dando uma limpa na minha caixa de rascunhos muito meio antigos, resolvi montar essa coletânea de casos peculiares só para lembrar ao mundo que histórias bizarras também acontecem com outras pessoas.

  • Caso 1: O pai dorminhoco

Aqui no meu longínquo bairro da Zona Oeste do Rio de Janeiro existia um costume bastante incomum na minha época de adolescente, os desfiles estudantis. Funcionava assim: cada colégio organizava um desfile entre os alunos para premiar as beldades do corpo discente. Estes eventos eram o ponto alto da minha vida social lá pelos meus 15 anos, principalmente porque uma amiga minha desfilava todo ano. Numa dessas ocasiões, o pai dessa minha amiga, que tinha levado a família toda para acompanhar a performance da garota, acabou dormindo apoiado na mesa na espera pelo resultado. Quando finalmente anunciaram minha amiga como a grande vencedora da noite, toda a família foi à loucura e no calor da comemoração, o pai acordou assustado com os gritos e aplausos e confuso, para dizer o mínimo, gritou: “Gol do Vasco!”

  • Caso 2: Confusão no elevador

Esse eu juro que não inventei, mas também não consigo lembrar quem me contou. Era uma vez um homem que adorava crianças, aquele tipo de pessoa que brinca com qualquer infante que vê pela frente. Um belo dia ele entrou inocentemente em um elevador, onde algumas pessoas já estavam.  Lá do alto de sua estatura mediana, ele avistou uma vasta cabeleira ruiva lá em baixo e resolveu brincar descompromissadamente com aquelas madeixas, coisa que qualquer um faz ao avistar uma criança fofa. Ele só percebeu que a tal criança ruiva era, na verdade, uma anã, quando ela se virou para ele e disse: “Algum problema, senhor?”.

  • Caso 3: Cancelando a TV por assinatura (ou não)

Essa é digna de roteiro de vídeo do Porta dos Fundos. Um colega meu dos tempos de faculdade recentemente tentou cancelar sua TV por assinatura e, sabendo que iria encontrar resistência por parte da atendente, bolou um plano infalível (ou pelo menos era o que ele achava). Graças ao maravilhoso advento do Ctrl + C Ctrl + V, resolvi reproduzir exatamente o que ele postou no Facebook:

“Depois de 8 minutos ouvindo musiquinha…
– Alô! Um momento…
[ok.]
– Qual foi o problema senhor?
– Quero cancelar minha assinatura.
– Mas porque, senhor? (com voz chorosa)
– Estou mudando meu estilo de vida, não quero viver mais com televisão e internet. Quero curtir mais a natureza. (pronto, desculpa perfeita pra eles não me oferecerem mil planos e descontos)
– Ok, um momento.

2 MINUTOS DEPOIS VEIO O INACREDITÁVEL! HAHAHAHA
– Sr, no seu pacote tem canais como o Animal Planet e National Geographic pra você curtir a natureza do jeito que ela é no conforto da sua casa!

Oo’ não acreditei, ri, e a ligação caiu.”

Resumindo, não precisa ser eu (ou a minha irmã) para ter uma história esdrúxula para contar. Você pode estar apenas fazendo um programa em família, pegando um simples elevador ou tentando fazer uma atividade cotidiana no conforto do seu lar. O que realmente importa é que eu fique sabendo, afinal, este blog precisa de mais atualizações.

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