Papo na boate

Eu trabalho, eu estudo, eu faço coisas, eu conheço pessoas, eu viajo, eu vou a festivais, e ainda assim as histórias da vida da minha irmã me parecem um material muito melhor para este humilde blog.

Pois bem, outro dia Heloá foi a uma boate. Não sei dizer exatamente qual foi a reviravolta que aconteceu na vida dela para que ela mudasse de opinião tão drasticamente, mas minha irmã, até então uma baladeira de marca maior, veio me contar que odiou e foi a primeira a chamar as amigas para irem embora do lugar. Confesso que fiquei intrigada e pedi detalhes da noite. Ela então me contou sobre a conversa que ela havia tido com um dos caras que tinham chegado nela aquela noite.

_ O que você faz?_ perguntou o cidadão tentando engatar o papo.

_ Eu estudo publicidade_ respondeu ela.

_ Mas só estuda?

_ É! Aliás, estudo pra caramba tá! _ ela já não estava assim tão paciente…

_ E você mora aonde?_ insistiu o cara.

_ Em Campo Grande.

_ Nossa, que longe… _ respondeu o cidadão com espanto.

_ Quer dizer que além de me achar desocupada, você também acha que eu moro mal?_retrucou minha irmã em tom revoltado.

_ Ih… Essa conversa está tomando um rumo que eu não gostaria_ disse o pobre rapaz, sem entender aonde havia errado a curva.

Tudo podia ter acabado aí. Cada um teria seguido seu rumo e pronto, mas não! O cara era insistente e passou o resto da noite cercando a minha irmã, que continuou a ignorá-lo solenemente. Como se não bastasse, ao fim da noite ele ainda a entregou seu cartão de visitas (o que me leva a pensar, que tipo de pessoa leva o cartão de visitas para uma boate, mas deixa pra lá…). Heloá cogitou jogá-lo ao vento, triturá-lo em mil pedacinhos na sua cara ou simplesmente fazer dele uma bolinha de papel e engoli-la, mas pensou melhor e guardou o cartão por educação.

E no melhor estilo He-man ao final de um episódio eletrizante eu pergunto: e o que aprendemos com a história de hoje, amiguinhos? Que não adianta você frequentar lugares bacanas na Barra, ter um emprego fixo e respeitado (com direito a cartão de visita e tudo) e ser um cara persistente e interessado se você resolver cortejar justamente a loirinha de TPM.

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