Pensando na genética

Uma coisa meio chata de ser a amiga eternamente encalhada solteira convicta do grupo é que quando alguém termina um relacionamento ou briga com o namorado e vem desabafar comigo, eu fico meio sem saber o que dizer, e se tento ajudar ainda corro o risco de deixar a situação pior ainda.

Outro dia, uma amiga de longa data estava me contando sobre o termino do namoro dela que já durava anos, entre muitas algumas idas e vindas. Segundo o seu relato, a relação já estava mesmo desgastada, ele queria casar enquanto ela queria focar nos estudos e a decisão mutua foi que cada um seguisse seu caminho. Eis que minha amiga profere então a afirmação surpreendente:

_ O que me deixa mais triste agora que o pior já passou é pensar nos filhos lindos que a gente podia ter tido juntos, sabe? Imagina só? Umas crianças muito loirinhas de olhos claros… Onde eu vou arranjar outro pai para fazer uns filhos tão bonitos assim? Tem que pensar na genética, né?

Diante disso tudo eu, que boa amiga sou, tratei de concordar: _ Você está certa! Vai ter que procurar muito bem mesmo. Afinal, pra quê botar mais uma criança com problemas de auto-estima no mundo, né?

Não sei se ajudei, mas acho que pelo menos não piorei. Acho. E depois ainda dizem que eu sou insensível…

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