A odisséia pelos ingressos do Strokes

Todo mundo sabe que tudo, eu disse, tudo mesmo, acontece comigo. É como se a Lei de Murphy fosse inspirada na minha vida, sabe? Então, a algumas semana atrás anunciaram que uma das minhas bandas preferidas de todos os tempos, The Strokes, iria vir ao Brasil para um show num festival em São Paulo. Como moradora do Rio acomodada e sem muitos amigos que compartilham do meu gosto musical, nem me animei. Mas eis que acabei sabendo que uns amigos meus também estavam super a fim e combinamos de ir juntos, afinal, não se pode perder a oportunidade de se ver uma banda dessas no Brasil, ainda mais num festival super elogiado e que costuma ter precinhos camaradas.

Uma semana antes do início da venda dos ingressos, anunciaram os preços. Um pouco mais salgado do que estávamos esperando (principalmente para mim que não pago mais meia), mas para ver Strokes assim ao vivo, vale a pena! ´”Sabe-se lá quando eles vão voltar no Brasil? E se a banda acaba? E se algum deles morre”, pensamos nós. Além disso, foi organizado um sistema de lotes, e o primeiro lote nem era tão caro assim.

Strokes, seus lindos

 Os ingressos começariam a ser vendidos na quarta à meia noite, quando eram umas 23:15 eu já estava sentada confortavelmente da frente do meu computador e prestes a assistir um episódio de Games of Thrones para fazer hora até poder finalmente comprar minha valiosa entrada. E dei o play e três segundo depois, a luz acabou. Acabou mesmo, por um bom tempo. Tanto tempo que eu acabei pegando no sono e quando a luz voltou (lá pela uma da manhã) eu, que já estava de baixo das cobertas, fiquei com preguiça e decidi deixar para comprar meu ingresso pela manhã.

Acordei às 7:50 e a primeira coisa que fiz foi ligar o computador e, adivinha só? Primeiro lote de ingressos esgotados, tive que comprar do segundo, ligeiramente mais caro, além de uma taxa absurda de entrega e conveniência (que eu particularmente, prefiro chamar de taxa de inconveniência). Até aí, tudo bem, isso poderia acontecer com qualquer um, mas eis que a trama se complica. Meus amigos iriam comprar seus ingressos em um dos únicos pontos de venda do Rio (que para variar fica muito longe da minha casa) na hora do almoço, contando com os preços do primeiro lote. Às 10:00 as pessoas estavam especulando na internet que já não havia mais ingressos para estudantes nem para o terceiro lote. Surtei! Além de comprar um ingresso muito mais caro do que eu planejava estava correndo o risco de não ter companhia para ir ao show em São Paulo, onde eu não conheço ninguém!

Aí eu fiz a louca, acordei um deles e fiz a outra largar o trabalho no Fundão para correr para comprar o ingresso, e claro, os deixei tão ou mais desesperados que eu. Depois de muitos comentários revoltados na internet e rumores de que todos os ingressos haviam se esgotado, à 13:20 eu finalmente recebi uma ligação tranquilizadora dos meus amigos dizendo que conseguiram comprar os ingressos (ainda que do terceiro lote) e, mesmo depois de tanto estresse e tanto dinheiro que estamos gastando, vamos sim ver os Strokes.

Agora, quem quer apostar que daqui a uma semana eles anunciam um show pertinho de casa, aqui no Rio e com um precinho bem mais camarada? Eu aposto um picolé, porque como eu já disse, a Lei de Murphy não deixa barato para o meu lado, assim eu perco a aposta não vou ficar querendo morrer por gastar tanto dinheiro à toa…

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