Meu histórico de carnaval

Hoje finalmente, com 23 anos na cara, eu tenho autonomia pra dizer pra quem quiser ouvir: odeio carnaval! E me recuso a botar o pé na rua enquento durar a folia. Mas confesso quem nem sempre foi assim. Quer dizer, desde que eu me lembro nunca entendi bem o porque as pessoas achavam que podiam fazer qualquer coisa e beber até cair no carnaval, mas antigamente minha mãe fazia questão que eu tivesse fantasias elaboradas pra ela me levar à matinê, e depois disso tinham as minhas amigas que me arrastavam pra andar atrás de blocos ao som de marchinhas repetitivas.

Outro dia conversando com a minha mãe, percebi que sempre fui uma criança meio diferente das outras menininhas da minha idade. Por exemplo, quando eu tinha uns 5 anos, cismei que queria um clóvis e não uma cigana como a das minhas amiguinhas. Muito a contra gosto, minha mãe providenciou minha fantasia, mas não tirou nenhuma foto desse carnaval, por que será?

Também teve a famosa vez em que todo mundo se fantasiou de baiana, mas eu, sempre do contra, quis um palhaço, e dessa vez, eu tenho fotos para comprovar.

Além dessas ainda teve a fadinha, a bruxinha, a diabinha, a coelhinha, a pirata, a índia, a metaleira, a vampira, a caça-vampiros (que ninguém na rua sabia o que era), a da peruca colorida (que nem eu sabia o que era) e todas as roupinhas do É o Tchan (essas eu já era grandinha e me lembro que foi sob protesto).

Mas o que importa é que isso não me pertence mais! Agora sou alguém que não vai contribuir para a inflação dos preços de paetês e cristais Swarovski, para o entupimento dos bueiros por confetes e serpentinas e para a retirada das penas de aves inocentes. Finalmente eu estou livre! Livre para me trancar dentro de casa, é verdade, já quem esse ano não tem verba para viajar para um lugar longe da folia, mas livre mesmo assim!

1 comentário

  1. Gata, eu lembro da coelhinha… essa EU tenho fotos para comprovar rsrsrsrs

    Também não sou fã de carnaval, fico desesperada com muvuca, gente fedorenta, suada, bêbada, irritante e a repetição dos axé musics e o espírito micareteiro da galera na rua. ZEZUIZI, fiquei cansada só de pensar…..

    obs.: Também sucumbi à onda do Tchan, isso durante muitos anos =S

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